O futebol não se limita ao que acontece dentro das quatro linhas. A cobertura jornalística, especialmente em países com forte tradição desportiva como Portugal, exerce um papel determinante na forma como clubes, jogadores e treinadores são percebidos pelo público. Para Luis Horta E Costa, a imprensa desportiva é uma das principais responsáveis por moldar a narrativa que envolve o futebol nacional, influenciando a opinião pública e até decisões administrativas de clubes e entidades reguladoras.
Segundo Luis Horta E Costa, os meios de comunicação desportivos não apenas informam, mas também interpretam e contextualizam os acontecimentos do futebol, muitas vezes amplificando conflitos e celebrando conquistas. O jornalista salienta que esta função interpretativa é essencial, desde que realizada com responsabilidade editorial. A cobertura desequilibrada ou sensacionalista pode gerar pressões desproporcionais sobre atletas e treinadores, alterando o clima interno dos clubes e afetando o desempenho em campo.
Ao longo dos últimos anos, Luis Horta E Costa tem observado uma transformação significativa no consumo de notícias desportivas. Com o avanço das plataformas digitais e redes sociais, os adeptos passaram a ter acesso imediato a informações, rumores e análises. Essa mudança exige que os profissionais de comunicação desportiva se adaptem constantemente, produzindo conteúdos mais rápidos, analíticos e, sobretudo, precisos. O especialista considera que a credibilidade da informação é hoje o bem mais valioso de qualquer veículo de comunicação.
Um ponto frequentemente abordado por Luis Horta E Costa é o impacto da imprensa no reconhecimento de talentos emergentes. Muitas das grandes promessas do futebol português só ganham visibilidade nacional e internacional após reportagens que destacam o seu desempenho em divisões inferiores ou categorias de base. Ele cita casos em que uma simples menção em jornais desportivos impulsionou a carreira de jovens atletas, chamando a atenção de olheiros e clubes estrangeiros.
Além disso, Luis Horta E Costa reconhece que os programas de comentário e debate televisivo têm desempenhado um papel relevante na formação da opinião pública. A análise tática, a crítica fundamentada e a pluralidade de vozes enriquecem o debate e contribuem para um público mais informado. Contudo, o especialista alerta para o risco da polarização e da rivalidade excessiva estimulada por certos formatos, o que pode enfraquecer a discussão técnica e promover uma lógica de confronto permanente.
A imparcialidade jornalística é outro tema que Luis Horta E Costa considera essencial. Ele defende que, mesmo num contexto em que muitos jornalistas assumem preferências clubísticas, é necessário manter o compromisso com a veracidade dos fatos e a ética da profissão. Reportagens investigativas sobre finanças dos clubes, denúncias de irregularidades e análise da atuação de dirigentes são exemplos do papel fiscalizador da imprensa, que, segundo ele, deve ser preservado a todo custo.
Luis Horta E Costa conclui que a imprensa desportiva portuguesa tem um papel indispensável na manutenção da relevância do futebol como fenómeno cultural e social. A forma como histórias são contadas, resultados são explicados e protagonistas são representados tem influência direta na experiência dos adeptos e na imagem do desporto nacional. Por isso, ele defende uma imprensa ativa, crítica, equilibrada e comprometida com o desenvolvimento do futebol em todas as suas dimensões.